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Tinha um ano e meio quando entrei para o Lar da Criança, que estava a abrir, ainda na Rua da Imprensa. E lá vivi o melhor tempo da minha vida. Até aos 10 anos. Fiz as minhas primeiras comunhão e comunhão solene. Conheci o meu maior amigo. Aprendi a gostar de ser português. Criei a Casa de São Roque, com muitas colegas e muitos colegas, que ficaram amigas e amigos, e organizámos jogos e espectáculos, num exercício de liberdade único na Época do ensino primário. E, com isso, também aprendi a ser livre. Tive óptimas professoras e parti para o liceu com uma bagagem cultural excepcional. Porque a minha mãe trabalhava até muito tarde, entrava cedinho e saía à noite. Logo, era uma segunda Casa, onde me sentia tão bem como na minha. Respirava-se um clima de afecto familiar… essa a palavra exacta: Éramos uma Família. Que tinha uma Mãe, que era Pai ao mesmo tempo, e se chamava Bertinha!

Marcelo Rebelo de Sousa

Ser aluno do Lar da Criança é algo que quando se tenta explicar por palavras, fica sempre áquem da realidade vivida. Mais do que aprender a ler e a escrever; aprender a ser!

Ser aluno do Lar da Criança é passar a ter gravado no nosso eu uma experiência de vida, que se transmite de geração em geração sempre com os mesmos princípios de rigor e felicidade. Mais tarde e pela vida fora, o elo comum de todos os seus ex-alunos, ser a descoberta do saber, viver e crescer em harmonia e respeito pelo mundo que nos rodeia através da ferramenta transversal e universal a todo o ser humano: o conhecimento!

Diogo Bacelar

Quando cheguei ao “Lar da Criança” era pequenina e estava nervosa. Era uma escola nova, uma vida nova e mundo novo. Fiquei um pouco assustada, mas depressa me fizeram sentir em “casa”, porque é isso que este colégio representa para mim, uma segunda casa. Com esta “família” aprendi a ler, a escrever e a contar, e se hoje sou a pessoa que sou, devo-o ao “Lar da Criança”, não só por me ensinarem tudo o que sei, mas também, por me acolherem, deixando-me fazer parte desta família. Nunca esquecerei tudo o que passei aí e deixo um grande obrigada e muitos beijinhos a todas as professoras, funcionárias, aos meus colegas, mas especialmente à Rita e à Bertinha.

“O Lar da Criança é o melhor!”

Francisca Roque

Foi com satisfação e emoção que, passados 40 anos, reentrei no Colégio e constatei que mantinha tudo o que de bom eu retinha na memória: ambiente familiar, simpatia e dedicação das professoras e colaboradores, excelente nível de ensino. O facto de, passados todos estes anos, a Rita e algumas colaboradoras se lembrarem da minha passagem pelo Colégio é bem revelador do espírito e ambiente que ali se vive.

Rui Ramalhal

“Não há raças, nem credos, nem ideologias, nem meninos menos capazes, porque todos são alunos de O Lar da Criança”
Berta Ávila de Melo